Abril 26 2010

Constante inquietação,
Na voz tremida e rouca,
E um frágil rugido de leão,
Em silêncio na minha boca!
Olhos famintos nos reflexos,
Que beijam uma boca imóvel,
Onde testemunham gestos
De afronta a um prémio Nobel!
Há um sorriso que anima,
Meu acordar e estimula,
A necessidade que se destina,
A aliviar o pecado da gula!
Há uma voz interior que prende,
Cada suspiro de ansiedade,
E um grito que não entende
Porque urge a necessidade!
Constante inquietação,
No poema do teu olhar,
Onde tardas em dar a mão
A quem a mão te quer dar!

publicado por MiguelBeirão às 12:43

Abril 24 2010

 Que seja eterno o 25 de Abril, 
  Que se respeite a igualdade                     
  E que venham sempre aos mil, 
  Os que defendem a Liberdade!

 

 Quero ser livre e consciente, 
 Que para poder hoje escrever, 
 Houve nas masmorras muita gente, 
 Por liberdade de expressão não ter!

 

 36 anos passados de cravo ao peito, 
 Há quem os queira a murchar, 
 E apagar da história esse feito, 
 Mas não há quem tenha o direito 
 Das conquistas de Abril nos retirar!

 

 Quero ser livre e continuar a ser, 
 Quero ter os direitos do meu vizinho, 
 Gritar, cantar, intervir e poder 
 Percorrer sem medos o meu caminho

 

Abril SEMPRE, em Janeiro ou em Março,
Abril SEMPRE, em casa ou fora dela,
Abril SEMPRE, na ternura de um abraço,
Ou num beijo doce roubado à janela,

 

Que se explique ao mais novo,
A pormenor, como a revolução se fez,
Que 25 de Abril foi a vitória de um povo,
Que foi vitória do povo português!

publicado por MiguelBeirão às 11:31

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