Abril 26 2010

Constante inquietação,
Na voz tremida e rouca,
E um frágil rugido de leão,
Em silêncio na minha boca!
Olhos famintos nos reflexos,
Que beijam uma boca imóvel,
Onde testemunham gestos
De afronta a um prémio Nobel!
Há um sorriso que anima,
Meu acordar e estimula,
A necessidade que se destina,
A aliviar o pecado da gula!
Há uma voz interior que prende,
Cada suspiro de ansiedade,
E um grito que não entende
Porque urge a necessidade!
Constante inquietação,
No poema do teu olhar,
Onde tardas em dar a mão
A quem a mão te quer dar!

publicado por MiguelBeirão às 12:43

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